O Palhaço como Poética e Potência Transformadora: Educação, Experiência e Devires Criativos (E-BOOK GRATUITO)

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O intuito desta obra é refletir sobre o processo de construção do clown no teatro contemporâneo, utilizando-se de estudos teóricos e das próprias experiências de Eevee ao longo de sua vida e formação. A noção de experiência discutida por Jorge Larrosa será um caminho para refletir sobre o clown como uma possibilidade interventora do cotidiano, com a quebra de certas convenções sociais. Os conceitos de riso e ridículo, a partir de teorias de alguns filósofos clássicos e modernos também serão importantes para fomentar o debate. Por meio de um panorama sobre a figura do palhaço, o autor analisa-o, na condição de experiência e formação do artista cênico, a partir de sua própria experiência e formação. Nesta obra, são apresentadas algumas experiências vivenciadas em trabalhos cênicos compostos por Eevee, na estética do clown, buscando refletir sobre uma possível poética do ridículo atrelada à potência transformadora da arte clownesca nos processos educativos e de subjetivação do ser humano.

Descrição

“[…] A palhaçaria nos convida a pôr em movimento o que está estanque — em nós e nos modos de pensar a formação e a aprendizagem —, abrindo espaço para a fluidez, para devires criativos e para o acolhimento das incertezas, vulnerabilidades e indeterminações. Com a palhaçaria, experimenta-se outro modo de aprender: aprender por contágio, afetar e ser afetado. Uma aprendizagem que não é arborescente, nem presa a manuais, mas que se dá no contato com a alteridade (KASPER, 2009).

São muitos os devires agenciados nesta obra, potencializados pela palhaçaria. Ela mobiliza deslocamentos, reflexões e transformações. Ao abrir-se ao jogo e expor, de modo receptivo, suas fragilidades e vulnerabilidades, torna-se um território de passagem onde o acontecimento pode emergir.

A palhaçaria se revela como uma poética, mas também como uma ética e uma política da relação com a alteridade. No encontro com ela, aprendemos por contágio, podendo devir outro na vizinhança de outrem.

Excerto do prefácio de Kátia Maria Kasper

Autor

  • Doutor em Educação com ênfase em Desenvolvimento Humano pela Universidade Federal do Paraná e estágio de doutoramento sanduíche no Departamento de Desenvolvimento Humano e Ciências da Família na Universidade do Texas. Mestre em Educação (Cultura e Diversidade), Especialista em: Estética e Filosofia da Arte; História, Arte e Cultura; Educação Especial e Inclusiva. Bacharel em Artes Cênicas, Licenciado em Teatro, Pedagogia e Artes Visuais. É professor da Universidade Federal do Paraná, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e do Programa de Pós-Graduação em Educação: Teoria e Prática de Ensino (PPGE:TPEn). É líder do grupo de pesquisa Observatório de Culturas e Processos Político-Pedagógicos (OCUPP), certificado pelo CNPq. Pesquisa temas relacionados à Pedagogia do Teatro, marcadores sociais da diferença, dramaturgia, formação de professores, sexualidade, relações de gênero, LGBTfobia e direitos humanos.

Informação adicional

Versão

Impressa, Digital

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