Descrição
“[…] A palhaçaria nos convida a pôr em movimento o que está estanque — em nós e nos modos de pensar a formação e a aprendizagem —, abrindo espaço para a fluidez, para devires criativos e para o acolhimento das incertezas, vulnerabilidades e indeterminações. Com a palhaçaria, experimenta-se outro modo de aprender: aprender por contágio, afetar e ser afetado. Uma aprendizagem que não é arborescente, nem presa a manuais, mas que se dá no contato com a alteridade (KASPER, 2009).
São muitos os devires agenciados nesta obra, potencializados pela palhaçaria. Ela mobiliza deslocamentos, reflexões e transformações. Ao abrir-se ao jogo e expor, de modo receptivo, suas fragilidades e vulnerabilidades, torna-se um território de passagem onde o acontecimento pode emergir.
A palhaçaria se revela como uma poética, mas também como uma ética e uma política da relação com a alteridade. No encontro com ela, aprendemos por contágio, podendo devir outro na vizinhança de outrem.
Excerto do prefácio de Kátia Maria Kasper









