Saber-Fazer Didático (E-BOOK GRATUITO)

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Em relação ao Ensino Médio, na BNCC, o foco da área de Linguagens e suas Tecnologias está na ampliação da autonomia, do protagonismo e da autoria nas práticas de diferentes linguagens; na identificação e na crítica aos diferentes usos das linguagens, explicitando seu poder no estabelecimento de relações; na apreciação e na participação em diversas manifestações artísticas e culturais; e no uso criativo das diversas mídias (BRASIL, 2018, p. 471).

Para que a organização curricular a ser adotada – áreas, interáreas, componentes, projetos, centros de interesse etc. – responda aos diferentes contextos e condições dos sistemas, das redes e das escolas brasileiras, é fundamental que a flexibilidade seja tomada como princípio obrigatório. Independentemente da opção feita, é preciso destacar a necessidade de “romper com a centralidade das disciplinas nos currículos e substituí-las por aspectos mais globalizadores e que abranjam a complexidade das relações existentes entre os ramos da ciência no mundo real” (Parecer CNE/CEB nº 5/2011).

Para tanto, é fundamental a adoção de tratamento metodológico que favoreça e estimule o protagonismo dos estudantes, como também que: evidencie a contextualização, a diversificação e a transdisciplinaridade ou outras formas de interação e articulação entre diferentes campos de saberes específicos, contemplando vivências práticas e vinculando a educação escolar ao mundo do trabalho e à prática social e possibilitando o aproveitamento de estudos e o reconhecimento de saberes adquiridos nas experiências pessoais, sociais e do trabalho (Resolução CNE/CEB nº 3/2018, Art. 7, § 2º).

Descrição

OFICINA O SABER-FAZER DIDÁTICO

A palavra ‘oficina’, do latim officina, significa ‘lugar de trabalho do sujeito que realiza um ofício. Estende-se tal significando, para a igualdade na relação semântica de atelier, em francês, um lugar reservado para o fazer, para a realização de ações sobre determinados objetos, com o intuito de transformá-los profundamente (SILVEIRA, 2020, p. 17). Ali, há a presença de instrumentos e mecanismos que moldam, a título de exemplo e curiosidade, têm-se as mãos que moldam, as mãos que compõem esculturalmente um vaso, delineiam a singularidade de um material transformando-se em outro, dispondo do espaço de sua oficina, da máquina, do material e, acima de tudo, moldando a singularidade do seu saber-fazer, observados na foto da capa deste pequeno e-book.

O trabalho exige reflexão, e esse processo coloca os sujeitos diante de uma forma diferente de lidar com a própria cognição. Subverte-se aquela já conhecida estrutura lógica de aprendizagem que perpassa quase que exclusivamente pela teoria, pela linearidade, pela fragmentação e pela desarticulação (SILVEIRA, 2020, p. 18).

Não somos ceramistas, mas ao observarmos o trabalho das mãos que ali estão, é possível percebermos que o sistema de conhecimento utilizado não se compara ao que utilizamos no âmbito escolar.

Autores

  • Minha trajetória na educação começou muito antes de eu me dar conta de que seria esse o caminho que trilharia. A primeira graduação em Letras – Português e Espanhol, foi pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em 2007.

    Logo depois, senti que precisava ir além. Foi então que, em 2011, obtive o título de Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná. Mais tarde, em 2016, na Universidade Federal do Paraná, obtive minha segunda graduação, agora em Pedagogia.

    Na UFPR, minha trajetória se entrelaçou com a pesquisa acadêmica de forma mais intensa, e, em 2021, concluí o doutorado em Educação. Entre 2013 e 2020, atuei como professora universitária no Centro Universitário Unifacear, lecionando em cursos de graduação e pós-graduação.

    No mesmo período, integrei os quadros da Rede Municipal de Curitiba, entre 2013 e 2016. Desde 2016, minha jornada seguiu pelo Colégio Militar de Curitiba, onde inicialmente fui professora de Língua Portuguesa e, de 2017 a 2022, tive a honra também de coordenar a disciplina.

    Minha jornada, entrelaçada por experiências, estudos e desafios, continua em constante evolução, movida pela certeza de que a educação, em todas as suas formas, é o caminho para transformar vidas.

  • Pós-Doutora em Educação, Professora do Setor de Educação, Departamento de Teoria e Prática de Ensino e dos Programas de Pós-graduação em Educação PPGE e PPGETPEN da UFPR.

Informação adicional

Versão

Impressa, Digital

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